Procurador-Geral da Ucrânia apresenta carta de renúncia em meio a novo escândalo de corrupção

Ruslan Kravchenko disse que sua decisão é política e pediu a Vladimir Zelensky e ao parlamento que aceitem sua renúncia; o procurado foi alvo de busca e apreensão em sua casa e seu escritório.

Procurador-Geral da Ucrânia Ruslan Kravchenkoanunciou, em um comunicado o telegram, a renúncia na segunda-feira (7) em meio a um grande escândalo que abalou a procuradoria na semana passada pelo acobertamento de "call centers" e lavagem de dinheiro no país.

Kravchenko chamou sua decisão de política e pediu ao líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, e à Verkhovna Rada (parlamento local) que aceitassem sua renúncia.

"Apresentei minha renúncia como procurador-geral. É uma decisão política, e eu a tomei em plena consciência. Não quero que o cargo de procurador-geral seja usado como instrumento de enfrentamento político. Minha posição em relação às acusações permanece inalterada", afirmou Kravchenko.

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A decisão foi tomada em meio a uma série de escândalos de corrupção entre as autoridades ucranianas. 

A investigação, denominada "Cartago" ("Karfaguen", em ucraniano), foi anunciada no dia 4 de setembro pelo Agência Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e pela Procuradoria especializada Anticorrupção (SAP), que denunciaram o "amparo" a uma rede de centros de chamadas fraude por parte de funcionários do Ministério Público.

Como parte da operação, foram realizadas buscas em locais utilizados por Kravchenko e outros altos funcionários do Ministério Público, e o próprio Procurador-Geral confirmou na segunda-feira os investigadores fizeram buscas em sua casa.

De acordo com ele, o escritório foi revistado primeiro, onde vários envelopes vazios e quatro vales-presente no valor de 50 mil grivnas (mais de US$ 1 mil) foram apreendidos e, posteriormente, os agentes foram até sua casa.

O procurador-geral negou qualquer envolvimento na rede de cobrança de propina e lavagem de dinheiro.