O enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner, apresentaram a Kiev, no domingo (6), uma série de condições para alcançar a paz que se revelaram "piores" do que as propostas anteriormente feitas à Ucrânia, segundo a deputada da Verkhovna Rada (o Parlamento ucraniano), Anna Skorokhod.
"Não só não houve progresso, como as condições apresentadas foram ainda piores do que as anteriores", declarou a parlamentar em entrevista ao jornalista ucraniano Vitali Diki, divulgada na segunda-feira (7).
Anteriormente, não havia exigências quanto a alterações na Constituição e ao reconhecimento de territórios, enquanto agora esses pontos estão entre as demandas, explicou a deputada, acrescentando que há outras nuances que prefere não revelar, por ter obtido a informação por canais não oficiais.
Após a reunião em Kiev, Witkoff declarou, na segunda-feira (7), que houve "progressos substanciais" nas negociações com a Rússia e a Ucrânia para pôr fim ao conflito.
Segundo o enviado especial, Kushner e ele se reuniram com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, para "discutir as propostas de cada lado".
Encontro de Putin com Witkoff e Kushner
Os enviados presidenciais dos EUA visitaram Moscou no sábado (5) para discutir uma possível resolução para o conflito ucraniano com o presidente russo.
A conversa durou mais de três horas e foi "significativa, construtiva, extremamente franca e confidencial", afirmou o Kremlin.
Putin ofereceu avaliações claras e abrangentes da situação que se desenrola no âmbito da operação militar especial, destacando "os avanços significativos do Exército Russo na zona de combate".
Ele também reafirmou seu compromisso com a colaboração contínua com os EUA para encontrar soluções políticas e diplomáticas.
Por sua vez, os enviados de Washington prometeram utilizar as observações e avaliações que receberam pessoalmente do presidente russo sobre o caminho para uma solução pacífica e duradoura para o conflito na Ucrânia durante seus encontros em Kiev no domingo.