
'Ato de terrorismo': embaixador dos EUA em Israel se pronuncia sobre ações de colonos israelenses

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, classificou no sábado (5) a violência praticada por colonos israelenses na Cisjordânia como um "ato de terrorismo" destinado a intimidar os moradores locais.

Huckabee visitou a cidade de Turmus Ayya e se reuniu com cidadãos norte-americanos que vivem na região. Segundo o embaixador, muitos deles "não vivem em um ambiente de paz". "É uma vida perturbada por pessoas que criaram desafios extraordinários, injustos e ilegais", afirmou.
"Espero que reconheçam que fui muito claro em minhas declarações públicas ao dizer que, quando alguém ocupa a casa de outra pessoa, quando invasores entram, hasteiam suas próprias bandeiras e se apropriam de algo que não lhes pertence; quando queimam um carro, incendeiam uma mesquita, entram na casa de alguém e a depredam, ou fazem pichações nas paredes, isso constitui um ato criminoso", declarou Huckabee.
O embaixador afirmou ser frequentemente criticado por classificar as ações de colonos israelenses como "terrorismo". Ele explicou que o termo se refere a situações em que uma pessoa é forçada a mudar seu comportamento devido às ações de outras pessoas destinadas a "incutir medo de viver em suas próprias casas, fazer com que seus filhos tenham medo de brincar em seus próprios quintais e de caminhar pelas próprias ruas".
Huckabee defendeu que a pressão sobre os colonos continue e que sejam impedidos de cometer esses "atos horríveis", que, segundo ele, provocam consequências prejudiciais "não apenas para quem vive na Cisjordânia, mas para todos, tanto israelenses quanto palestinos".
Não é a primeira vez que Huckabee se manifesta sobre a violência de colonos israelenses na Cisjordânia. Em agosto, colonos cercaram casas na aldeia de Qusra, deixando os palestinos sem água e eletricidade. Eles também cercaram a residência de um cidadão norte-americano e sua família, que ficaram presos dentro da própria casa.
Na ocasião, Huckabee classificou os colonos de "terroristas israelenses". "As ações daqueles que cometeram esse horrível ato de terror com o objetivo de intimidar e assediar essa família são repugnantes. Não há desculpa para esse comportamento de valentões", afirmou.

