Em evento de campanha para as eleições regionais da Saxônia-Anhalt, o chanceler alemão Friedrich Merz admitiu no sábado (5), em transmissão pelo canal do seu partido, que seu governo até agora "não fez o suficiente". A admissão de culpa porém, não veio sem críticas aos seus aliados.
"Algumas coisas poderiam ser melhores, mas não governamos sozinhos", afirmou Merz, culpando o Partido Social Democrata, que faz parte da coalizão governista. O chanceler acredita que a situação seria melhor se o seu partido, a União Democrática Cristã (CDU) conseguisse uma maioria absoluta.
Popularidade despencando
As eleições regionais deste domingo (6) no estado da Saxônia-Anhalt podem marcar o início do fim da carreira política de Friedrich Merz. Segundo estimativas preliminares, o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) deve conseguir pouco menos de metade dos assentos no parlamento regional.
Porém, a necessidade de formar uma coalizão com os mesmos Social Democratas, os Verdes e o Die Linke (A Esquerda) pode custar ainda mais caro para o seu partido, causando divisões internas e instabilidade.
Nenhum chanceler da CDU sofreu uma queda tão acentuada em sua popularidade desde a fundação do partido. Merz enfrenta um índice de desaprovação de 78% entre os alemães, e, posteriormente à votação de domingo, os parlamentos regionais de Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental também vão passar por eleições nas próximas semanas.