Putin ordena suspensão dos ataques contra Kiev por 3 dias

A suspensão dos ataques está relacionada aos preparativos para a visita dos enviados de Trump à capital da Ucrânia.

As Forças Armadas Russas receberam uma ordem para cessar-fogo ao longo da linha de contato a partir das 00h00 do dia 5 de setembro (horário local). Essa medida coincide com a visita a Moscou e Kiev de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados especiais do presidente dos EUA, Donald Trump.

A medida está relacionada aos preparativos para a visita dos enviados especiais de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, à capital ucraniana, explicou Peskov, e também coincide com a viagem deles a Moscou hoje.

Anteriormente, o chefe da Casa Branca afirmou que enviaria Witkoff e Kushner para transmitir "uma proposta" para pôr fim à crise ucraniana

Durante o conflito na Ucrânia, cessar-fogos temporários foram declarados em diversas ocasiões, mas foram sistematicamente violados pelas tropas do regime de Kiev. Por exemplo, de 8 a 10 de maio deste ano, Moscou e Kiev concordaram com uma cessação temporária das hostilidades para marcar o Dia da Vitória, segundo Trump na época, a pedido de Washington. O Ministério da Defesa russo informou que o Exército ucraniano violou a trégua 23.802 vezes.

"Uma paz longa e absoluta"

Anteriormente, Vladimir Putin enfatizou, em uma coletiva de imprensa após a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, que o objetivo de Moscou não é "congelar" o conflito com Kiev, mas alcançar uma "paz longa e absoluta" na Ucrânia e na Europa.

Ele reiterou sua disposição para o diálogo, revelando que os contatos com os EUA estão em andamento, incluindo contatos em nível de inteligência, e que está totalmente aberto a negociar com enviados do governo de Donald Trump. Por fim, abordou os motivos pelos quais a Rússia não está direcionando seus ataques retaliatórios contra a liderança militar e política ucraniana.

Na última conversa telefônica entre Putin e Trump, em julho, o presidente americano "reafirmou sua disposição de contribuir para a cessação das hostilidades o mais rápido possível e para a busca de soluções pacíficas para superar a crise", declarou na ocasião o conselheiro presidencial russo Yuri Ushakov. "Seus representantes especiais, Steve Witkoff e Jared Kushner, continuarão os esforços de mediação e estão prontos para viajar a Moscou em um momento oportuno", acrescentou.

Por sua vez, o presidente dos EUA falou com jornalistas na Casa Branca na sexta-feira (4) sobre a possível visita de seus enviados Jared Kushner e Steve Witkoff a Moscou e Kiev, comentando que ambos levariam uma "proposta para acabar com a guerra" na Ucrânia.