
Foz do Amazonas entra em nova fase de exploração após autorização do Ibama

A Petrobras poderá ampliar as atividades de exploração de petróleo na costa do Amapá após o Ibama autorizar a perfuração de três novos poços na Bacia da Foz do Amazonas. A licença também permite a continuidade dos trabalhos no poço Morpho, que já está em operação. Com a decisão, a estatal passa a ter autorização para uma campanha de quatro perfurações no bloco FZA-M-59.
Os novos poços receberam os nomes de Manga, Crotalus e Morpho Extensão. Segundo a Petrobras, a empresa agora deverá organizar as próximas etapas da campanha exploratória e apresentar ao Ibama, dentro do prazo estabelecido, um planejamento atualizado das atividades. A autorização também prevê medidas ambientais, como inspeções nas sondas antes das operações, restrições ao descarte de resíduos no oceano e manutenção de estruturas destinadas ao atendimento de animais afetados.

A ampliação da campanha ocorre em meio a questionamentos do Ministério Público Federal sobre o processo de licenciamento. O MPF apontou diferenças entre informações apresentadas anteriormente pelo Ibama e o conteúdo dos documentos oficiais.
Enquanto em 2025 a atividade havia sido descrita como uma operação pontual, com duração estimada de seis meses, os registros administrativos passaram a indicar uma campanha com quatro poços e trabalhos que podem se estender até 2029. O órgão avalia que uma operação mais longa exige atenção aos possíveis efeitos acumulados sobre o ecossistema marinho, a pesca artesanal e comunidades tradicionais.
Para a Petrobras e o governo federal, a região pode representar uma nova frente de produção de petróleo no país. Caso as perfurações confirmem reservas com potencial comercial, a estimativa é de que a produção possa começar em até sete anos. A perspectiva reforça a importância econômica atribuída à Margem Equatorial, embora a expansão das atividades continue cercada por debates sobre os impactos ambientais da exploração na região amazônica.
