Presidente egípcio: "As consequências da guerra em Gaza serão catastróficas"

Medidas diplomáticas são essenciais para evitar que o conflito na Faixa de Gaza se espalhe regionalmente, alertou Adbel Fattah Al-Sisi.

Existe a possibilidade de que o conflito entre Israel e o Hamas se espalhe para o nível regional, e as consequências serão "difíceis de imaginar", disse o presidente egípcio Adbel Fattah Al-Sisi nesta terça-feira, durante sua reunião com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, no Cairo.

De acordo com o porta-voz da presidência, Ahmed Fahmy, o presidente egípcio enfatizou em seu discurso que "chegou a hora de pôr fim à guerra, de defender a voz da razão e da sabedoria, e de recorrer à linguagem da paz e da diplomacia" para que o conflito não se expanda para o nível regional, o que teria "consequências potencialmente catastróficas".

Ele enfatizou que "o derramamento de sangue das pessoas deve ser o principal incentivo" para que todas as partes [do conflito] cheguem a um acordo de cessar-fogo, que marcará "o início de um reconhecimento internacional mais amplo do Estado palestino", bem como a implementação de dois Estados [de Israel e da Palestina], a "principal garantia de estabilidade na região".

A reunião entre Al-Sisi e Blinken ocorreu no âmbito da visita do político norte-americano ao Oriente Médio e às vésperas das próximas negociações entre representantes dos EUA, do Catar e do Egito sobre um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, programadas para esta semana. As negociações têm como objetivo encerrar o conflito entre o Movimento de Resistência Islâmica, Hamas, e Israel e garantir a libertação dos reféns ainda mantidos em Gaza.

Enquanto isso, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, o número total de vítimas da agressão israelense aumentou para 40.173 mortos e 92.857 feridos desde o início do conflito em 7 de outubro.