O comércio entre Rússia e África cresceu 13% em 2025, alcançando US$ 27,8 bilhões. Moscou planeja elevar esse volume para US$ 50 bilhões, o que exige, além de acordos internacionais, a formação de especialistas, empreendedores e pesquisadores.
Nesta sexta-feira (4), em Vladivostok, no Extremo Oriente russo, foi realizada uma conferência do Roscongress, no âmbito do Fórum Econômico Oriental, focada no capital humano como elemento-chave para o futuro da cooperação internacional.
Além do comércio, os participantes destacaram o intercâmbio educacional: mais de 32 mil estudantes de países africanos estudam em universidades russas. A vice-presidente do banco russo PSB, Yekaterina Kuzminá, afirmou que a instituição está impulsionando o projeto da plataforma Sodrúzhestvo, que deu origem à Olimpíada Internacional de Segurança Financeira e já reúne cerca de 500 mil usuários de 131 países.
Durante a discussão, foram abordados temas econômicos, com destaque para programas que aproximam empresas e universidades na formação de profissionais de acordo com as necessidades do mercado local.
Os participantes mencionaram Gana como exemplo, onde jovens foram formados em áreas agrícolas com o apoio de professores russos. Ao retornarem ao país, esses profissionais podem contribuir para fortalecer a produção interna e reduzir a dependência de importações.
Investir em capital humano, por meio da educação, do desenvolvimento de habilidades digitais e da criação de redes de jovens talentos, é uma das principais formas de tornar a parceria Rússia-África sustentável e duradoura, segundo a agenda da conferência.
Também foi ressaltado que a África não é um mercado único e deve ser tratada país por país, levando em consideração as particularidades culturais e linguísticas de cada nação, além da necessidade de uma presença efetiva no terreno.