Lito Sousa deixa hospital e inicia cuidados paliativos em casa; entenda como funciona a abordagem

Cuidados paliativos não significam interrupção do tratamento nem são restritos aos últimos dias de vida; foco é aliviar sintomas, reduzir sofrimento e apoiar paciente e família.

Depois de mais de 20 dias internado, Lito Sousa voltou para casa para continuar os cuidados médicos, segundo informou sua esposa, Mila Seidl, em entrevista à Splash/UOL publicada na quarta-feira (2). O térreo da residência foi adaptado para receber equipamentos e uma equipe de enfermagem com dois profissionais por turno e assistência durante as 24 horas do dia.

Aos 59 anos, o criador de conteúdo foi diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob, uma rara enfermidade neurológica causada por proteínas anormais chamadas príons e que, atualmente, não tem tratamento capaz de interromper ou reverter sua evolução.

A alta do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na terça-feira (1º), não significa que a família tenha deixado de buscar alternativas. Os familiares continuam tentando encontrar possibilidades de tratamento, inclusive por meio de estudos experimentais.

Ao mesmo tempo, Lito passou a ser acompanhado por uma equipe de cuidados paliativos. O termo, no entanto, costuma causar confusão: esse tipo de atendimento não significa necessariamente que a pessoa esteja nos últimos dias de vida nem que outros tratamentos tenham sido abandonados.

Como funcionam os cuidados paliativos?

Os cuidados paliativos podem ser adotados em diferentes fases de uma doença grave e têm como principal objetivo aliviar sintomas, reduzir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida do paciente.

A equipe também oferece suporte à família e pode ajudar no controle de dores, falta de ar, náuseas, ansiedade e outros desconfortos provocados pela doença ou pelo próprio tratamento.

Em muitos casos, esse acompanhamento ocorre junto com o tratamento específico da enfermidade. Por isso, receber cuidados paliativos não significa necessariamente interromper terapias ou desistir de buscar alternativas.

No caso de Lito, a mudança para casa representa uma nova forma de assistência, com suporte contínuo e foco no conforto enquanto a família segue procurando possibilidades de tratamento.