O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente nesta quinta-feira (3) aqueles que afirmam que Washington não possui armas suficientes e rejeitou tais alegações.
"As pessoas e os meios de comunicação que continuam insistindo que não temos munição (e estão 100% errados!) são, na verdade, traidores", escreveu no Truth Social.
Segundo o presidente, essas pessoas prefeririam ver os Estados Unidos perder uma guerra a reconhecer sua vitória, mesmo que — como ele afirma — o país esteja vencendo com facilidade.
Poder militar em dúvida
Anteriormente, surgiram especulações sobre uma possível escassez de armamentos nos arsenais do Pentágono, uma questão que ganhou particular relevância em meio à guerra contra o Irã. Embora o governo Trump rejeite essas alegações e afirme que as Forças Armadas possuem recursos suficientes, diversas análises ocidentais alertaram para um consumo acelerado de mísseis e interceptores.
Entre elas, estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), citadas pelo The Wall Street Journal, indicam que os EUA utilizaram cerca de metade de seu estoque pré-guerra de interceptores, como o Patriot e o THAAD, bem como cerca de um terço de seu arsenal de mísseis de longo alcance Tomahawk e JASSM.
A preocupação se espalhou entre os aliados dos EUA. Na Europa, autoridades e analistas questionam, em conversas privadas, até que ponto os EUA estariam dispostos a comprometer seus próprios recursos em caso de uma escalada com a Rússia. Na Ásia, a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul e a realocação de recursos americanos para o Oriente Médio também alimentaram dúvidas sobre as prioridades de Washington.