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Putin: Ameaçar navios e aeronaves civis é 'terrorismo de Estado'

O presidente russo afirmou que as ações do regime de Kiev "complicam as possibilidades de negociações de paz bilaterais" para resolver o conflito ucraniano.
Putin: Ameaçar navios e aeronaves civis é 'terrorismo de Estado'Sputnik / Pelaguiya Tijonova

O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou na quinta-feira (3) os sequestros e ataques a navios mercantes, bem como as recentes ameaças do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, contra aeronaves civis no espaço aéreo russo, classificando-as como uma "manifestação de terrorismo de Estado".

"O sequestro de navios civis, os ataques a embarcações mercantes civis e, sobretudo, as ameaças que ouvimos agora de atacar aeronaves civis — isso é, sem dúvida, uma manifestação de terrorismo de Estado", afirmou.

O presidente russo observou que "isso, sem dúvida, complica as perspectivas de condução de negociações de paz bilaterais".

Além disso, o chefe do Kremlin lançou uma crítica mordaz aos aliados ocidentais de Kiev por sua falta de condenação a esses eventos: "Aqueles que permanecem em silêncio, aqueles que não prestam atenção a isso [...] tornam-se cúmplices do terrorismo internacional. É impossível interpretar isso de outra forma", concluiu.

  • Em 1º de setembro, durante uma coletiva de imprensa após a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, Putin comentou as recentes ameaças de Zelensky de que drones ucranianos estariam tornando o espaço aéreo sobre a Rússia inseguro, numa aparente tentativa de dissuadir companhias aéreas internacionais de voarem para o país.
  • "Se isso foi dito em voz alta, então é uma clara declaração da intenção de praticar terrorismo de Estado", disse Putin, acrescentando que "esta é uma ameaça de terrorismo, ainda não um passo em direção ao terrorismo". "Mas se chegarmos a esse ponto, veremos como responder; encontraremos as ferramentas", afirmou.
  • Putin também chamou a atenção para o fato de que, enquanto Zelensky adota políticas tão ameaçadoras, ele simultaneamente pede a retomada das negociações e um encontro presencial. "Não se negocia com terroristas", declarou o presidente enfaticamente.