O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, alertou, em uma entrevista na conferência "Hora da Decisão: Democracia e Sociedade", organizada por instituições israelenses na quarta-feira (2), que o aumento das tensões com os Estados Unidos e o crescente estrangulamento econômico aumentam a probabilidade de uma ofensiva iraniana contra o país judeu.
Katz afirmou que Israel está preparado para enfrentar um possível ataque. Ele também reiterou que o Irã costuma atacar durante feriados judaicos e indicou que seu país não aceitará um ataque direto.
O ministro assegurou que a coordenação com os EUA continua, mas esclareceu que, em caso de ataque contra Israel, a decisão sobre a resposta caberá às autoridades israelenses. "Nossos aviões estão prontos para decolar", afirmou.
Nova escalada
- O Comando Central dos EUA realizou na terça-feira (1º) uma série de bombardeios em larga escala contra posições da Guarda Revolucionária iraniana nas províncias de Sistão, Baluchistão e Hormozgã. Washington justificou esses ataques como uma resposta direta às supostas tentativas do Irã de plantar minas no Estreito de Ormuz.
- O presidente Donald Trump defendeu a legitimidade desses ataques advertiu o Irã contra tentativas de retaliação. O mandatário norte-americano ameaçou lançar uma ofensiva militar destrutiva ainda maior que está "à espera nos bastidores", que, caso ocorra, fará com que reste "muito pouco da República Islâmica do Irã".
- Em resposta ao ataque aéreo de Washington, as forças militares da República Islâmica do Irã lançaram uma ofensiva de retaliação utilizando mísseis e drones contra "posições inimigas" na região.
- O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã e o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, afirmaram que os EUA se arrependerão dessa nova agressão. Desde Teerã, prometeram desferir "golpes esmagadores e devastadores" contra tropas e bases do Exército norte-americano destacadas no Oriente Médio.