
Ex-funcionário do Meta: acordo bilionário não garante segurança das crianças

No dia 26 de agosto a Meta*, que controla as redes sociais como Facebook e Instagram, concordou em pagar uma multa de US$ 17,1 bilhões aos estados dos EUA, por acusação de incentivo a vício de adolescentes nas redes sociais. Este acordo não vai proteger os menores, afirma o um ex-funcionário do Facebook e testemunha-chave no julgamento sobre segurança infantil, Arturo Bejar, numa entrevista a Politico.
Arturo Bejar disse ao portal Politico que falou com cerca de 40 pais enlutados.
"As redes sociais tiveram um papel relevante na morte desses jovens, e essas mudanças não teriam salvado nenhuma daquelas vidas se já estivessem em vigor", acrescentou ele.

Bejar classificou como "importante" o fato de que mudanças na plataforma virão para os aplicativos do Meta, mas argumentou que os procuradores-gerais deram à Meta margem de manobra excessiva e deveriam ter exigido resultados mais mensuráveis.
O acordo prevê limite de duas horas diárias para menores no Facebook e Instagram, além de bloqueio noturno — com possibilidade de os pais liberarem o acesso. A Meta ainda será obrigada a contar com um auditor externo para verificar a conformidade.
Bejar sugeriu que os estados usem o dinheiro deste acordo para financiar pesquisas de longo prazo sobre o impacto das redes sociais na saúde dos jovens e em ações contínuas contra empresas como o Meta.
"Se o dano continuar, os estados precisarão agir. Por quaisquer meios disponíveis, seja por legislação, seja por litígio", afirmou.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.

