A mãe americana branca acusada de assassinar seus três filhos pequenos teria sido imediatamente "tratada como criminosa" se fosse afro-americana, afirmou a ex-advogada do Congresso dos EUA e defensora dos direitos das mulheres, Reese Everson, em entrevista à RT na terça-feira (1º).
A defesa de Lindsay Clancy não negou que ela estrangulou seus três filhos em janeiro de 2023. Seus advogados argumentaram que ela sofria de psicose pós-parto na época e, portanto, não era criminalmente responsável por seus atos.
De acordo com Everson, a identidade de Clancy como uma mulher branca, instruída e enfermeira influenciou a forma como suas ações foram vistas.
"A mensagem implícita é que nenhuma mulher americana branca, saudável e normal faria isso. Então, somente alguém completamente fora de si e em um surto psicótico poderia ser capaz de fazer algo dessa magnitude", disse Everson.
Ela, acrescentando que "classe e raça já separaram essa mulher, a Sra. Clancy, de seus atos", afirmando que "se ela fosse afro-americana, muito provavelmente seria tachada de criminosa".
Os promotores argumentaram que Clancy estava lúcida quando mandou o marido buscar comida e estrangulou sua filha Cora, de cinco anos, seu filho Dawson, de três, e seu filho Callan, de oito meses, enquanto ele estava fora.
Clancy então tentou suicídio pulando da janela do segundo andar e permanece paraplégica.
Os jurados não chegaram a um veredicto unânime na terça-feira (1º).