Putin alerta para 3 prováveis crises econômicas na Ucrânia

O presidente russo indicou que, após a retaliação de Moscou em resposta aos ataques ucranianos contra navios mercantes russos, Kiev poderia perder cerca de US$ 3 bilhões recebidos com exportações de grãos e outros produtos agrícolas.

A Ucrânia enfrenta a possibilidade de sofrer três crises: monetária, orçamentária e bancária, declarou o presidente russo Vladimir Putin na terça-feira (1º) em uma coletiva de imprensa à margem da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).

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O presidente afirmou que, após as medidas retaliatórias russas em resposta aos ataques ucranianos contra navios mercantes russos, Kiev poderia perder cerca de US$ 3 bilhões em receitas com exportações de grãos e outros produtos agrícolas.

"Não estou dizendo que vamos afundar a economia deles, mas isso representa um sério desafio. E, no mínimo, três crises potenciais", enfatizou.

Que tipos de crises aguardam a Ucrânia?

A primeira crise mencionada pelo presidente russo é "uma crise monetária", já que os ucranianos "estão vendendo menos, ganhando menos dinheiro e tendo que gastar mais". 

Segunda é uma crise orçamentária. "As receitas estão diminuindo. E é isso, o orçamento simplesmente não aguenta mais", explicou Putin.

"E a terceira é uma crise bancária. Porque os produtores que contraíram empréstimos não os pagarão. Não só não os pagarão, como, dada a escassez de moeda estrangeira, o Estado terá que pedir emprestado aos bancos, ou seja, tomar a moeda estrangeira deles. E isso significa que os agentes económicos não receberão o montante a que têm direito", afirmou, acrescentando que os bancos ucranianos serão obrigados a libertar, entre outras coisas, o dinheiro depositado nas contas dos cidadãos.

"Os cidadãos vão perceber isso, tenho a certeza, e começarão a converter os fundos que ainda têm depositados nos bancos em dinheiro vivo. Isto causará outra crise", enfatizou o presidente russo.

Putin observou que foi precisamente por isso que Kiev recorreu aos aliados de Moscou, incluindo vários países árabes, a Índia e a Turquia, entre outros. "Sempre com o mesmo apelo: 'Ajudem-nos! Vamos forçar a Rússia, sob um pretexto ou outro — principalmente de cunho social e humanitário —, a liberar nossa carga'", concluiu.