O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou, nesta terça-feira (1º) que seu paísresponderá aos "crimes selvagens" cometidos pelos EUA contra a população civil iraniana.
"O Irã responderá a esses crimes brutais com firmeza", escreveu Baghaei em sua conta no Twitter, referindo-se ao ataque realizado por Washington contra um local de casamento.
O incidente ocorreu na cidade de Kohstak, distrito de Sirik, província de Hormozgan, e deixou pelo menos duas pessoas mortas e 50 feridas.
Com esse ataque, disse o porta-voz, "o registro de atrocidades dos EUA contra a nação iraniana está agora completo". Ele mencionou que entre os afetados estão "homens, mulheres e crianças inocentes".
Baghaei acrescentou que "essa crueldade" não pode ser separada da "cadeia de atrocidades" que a precedeu em outros lugares, incluindo Minab, Lamerd e Qeshm; nem dos ataques a alvos militares que "foram disfarçados com justificativas enganosas".
"Mais perigosa do que a própria bomba é a normalização dos atentados; e mais perigosa do que o silêncio é a conversão do silêncio em legitimidade", continuou ele.
A esse respeito, acrescentou que "os governos e as instituições internacionais que se mantêm em silêncio diante de tamanha barbárie, ou que procuram justificar tais atos, devem compreender que o seu silêncio não é neutralidade". Portanto, afirmou que "aqueles que se calam hoje não ficarão imunes às consequências amanhã" e que "fechar os olhos à injustiça não a impede; apenas encoraja os perpetradores".
- Na noite de domingo (30), as forças dos EUA lançaram ataques contra a ilha de Larak, localizada no Estreito de Ormuz, em sua primeira ofensiva contra o território iraniano desde o fim de julho.
- Nesse período, a trégua e o prazo de 60 dias para encontrar uma solução negociada para o conflito chegaram ao fim. Posteriormente, o governo de Donald Trump anunciou uma nova ofensiva econômica, com medidas destinadas a cortar as principais fontes de receita do Irã. Nesse contexto, os EUA também afirmaram ter concluído a retirada de minas do Estreito de Ormuz, o que Teerã nega.