O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira (1) que Moscou não negociará com "terroristas", em resposta às declarações do líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, sobre aviões civis.
"Se isso for dito em voz alta, é simplesmente terrorismo de Estado", destacou o presidente russo durante uma coletiva de imprensa realizada no âmbito da cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX), em Bishkek, capital do Quirguistão.
Na sequência, Putin lembrou que o lado ucraniano pede pela retomada de negociações e reuniões presenciais. "Não negociamos com terroristas", enfatizou, acrescentando que, caso tragédias nesse sentido ocorram, Moscou encontrará uma maneira de responder. "Que ninguém tenha dúvidas", concluiu.
Anteriormente, Zelensky advertiu que o espaço aéreo russo está se tornando "completamente inseguro" para a aviação civil devido à presença crescente de drones ucranianos. Ele afirmou que a quantidade de aeronaves não tripuladas no território russo atingirá uma escala que deverá ser levada em consideração, o que, segundo ele, forçará o fechamento do espaço para voos civis.
Na mesma coletiva, Putin afirmou que um grande número de drones tentou atacar Moscou e São Petersburgo durante a noite, além de ter como alvo três refinarias. O presidente russo classificou os drones como o principal desafio enfrentado atualmente e assegurou que a Rússia está conseguindo fazer frente à ameaça.
As forças do regime de Kiev realizam de forma sistemática ataques seletivos contra a população civil de várias regiões russas e lançam ondas de drones contra a região de Moscou, atingindo residências e infraestrutura civil.
Além disso, Kiev realiza ataques sistemáticos contra ainfraestrutura logística e embarcações civis nas águas dos mares de Azov e Negro, agravando a escassez mundial de cereais e fertilizantes. Também ataca centros logísticos civis, instalações de gás e petrolíferas internacionais em território russo, entre outros alvos de uso civil.
Em resposta ao terrorismo de Kiev, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques sistemáticos contra alvos militares e instalações energéticas, de transporte, logísticas ou de outro tipo, vinculados ao complexo militar-industrial da Ucrânia.