Um estudo da Universidade de Wisconsin-Madison, publicado recentemente na Nature Communications, aponta que níveis elevados de propionato de imidazol (ImP) no sangue podem estar relacionados a um maior risco de alterações cerebrais associadas à doença de Alzheimer.
Ao analisar quase 1.200 pessoas, os pesquisadores observaram que aquelas com mais ImP apresentavam maior acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, além de sinais de danos neuronais e declínio mais rápido da memória e do raciocínio.
Experimentos com camundongos também indicaram que a molécula pode estimular a formação desses agregados no cérebro.
Segundo os cientistas, os resultados abrem caminho para o desenvolvimento de medicamentos capazes de reduzir a produção ou aumentar a eliminação do ImP, potencialmente ajudando a prevenir ou retardar a progressão do Alzheimer.