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Pegadas de 130 milhões de anos sugerem presença de mamífero gigante no Brasil pré-histórico

Cientistas encontraram pegadas na Formação Botucatu, na Bacia do Paraná, que podem levar a uma revisão do que se sabe sobre os mamíferos que viveram à sombra dos dinossauros.
Pegadas de 130 milhões de anos sugerem presença de mamífero gigante no Brasil pré-históricoImagem criada pela IA.

Há cerca de 130 milhões de anos, quando grandes dinossauros dominavam a Terra, um mamífero de tamanho incomum pode ter vivido em território que hoje corresponde ao Brasil, segundo informou um artigo recente do jornal científico South American Earth Sciences.

Cientistas encontraram pegadas na Formação Botucatu, na Bacia do Rio Paraná, que podem levar a uma revisão do que se sabe sobre os mamíferos que viveram à sombra dos dinossauros.

Naquela época, os mamíferos eram, em geral, pequenos e discretos. As pegadas encontradas no sul do Brasil, porém, contam uma história diferente. A maior delas mede 11,4 centímetros de comprimento por 13,4 centímetros de largura. Com base nessas marcas, os pesquisadores estimam que o animal tivesse cerca de 1,55 metro de comprimento — quase o dobro do tamanho de qualquer outro mamífero do Cretáceo já identificado.

Um ambiente que favorecia mamíferos maiores

Na época, a Formação Botucatu fazia parte de um enorme deserto localizado no interior do supercontinente Gondwana, longe do litoral. Milhões de anos depois, com a fragmentação das placas tectônicas e a formação dos continentes modernos, a região acabou dividida entre a América do Sul e uma pequena porção do território que hoje pertence à África.

Outros dois mamíferos relativamente grandes, aproximadamente do tamanho de cães pequenos ou gatos domésticos, também foram identificados anteriormente na mesma formação geológica.

Essa concentração leva os cientistas a sugerirem que o antigo ecossistema de Botucatu oferecia condições únicas que permitiram que certos mamíferos atingissem tamanhos incomuns.