
'Eu não vou desistir': Renan Santos reage à suspensão da candidatura e diz que vai recorrer ao TSE

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta segunda-feira (31) que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a suspensão de sua candidatura, determinada pelo ministro Dias Toffoli.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Santos disse que a medida impede atos de campanha e pediu que seus seguidores compartilhem a gravação diante da possibilidade de retirada de seus perfis.
Pronunciamento oficial. pic.twitter.com/wnnCKV6unP
— Renan Santos⬛️🟨⬜️ (@RenanSantosMBL) August 31, 2026
Segundo Santos, a decisão o impede de produzir e publicar conteúdo, participar de debates e comparecer a sabatinas. Ele também afirmou que recursos do Fundo Eleitoral seriam bloqueados caso sua campanha utilizasse esse tipo de financiamento.
O candidato declarou ainda que sua campanha recorrerá ao próprio TSE na tentativa de reverter a medida.
"A gente vai continuar lutando e a gente vai ir ao TSE pra derrubar essa decisão absolutamente injusta e ilegal", afirmou.
Renan relaciona decisão a manifestações contra Toffoli
Durante o vídeo, Santos classificou a decisão como "ilegal" e "persecutória" e mencionou manifestações convocadas por ele ao longo do último ano contra Dias Toffoli e em relação ao caso do Banco Master.

"Curiosamente, eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master", declarou.
Na sequência, afirmou: "Eu tô pagando o preço por ter defendido o que eu defendi. Eu sei o que aconteceu".
Santos também contestou o fundamento relacionado às contas utilizadas pela campanha nas redes sociais. Segundo ele, a suspensão ocorreu por causa de "um problema técnico" durante o registro da candidatura.
"Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou abusando do poder econômico por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos, quiça milhares também tiveram, durante o registro das candidaturas, chega a ser absurdo", afirmou.
O que levou à suspensão da candidatura
Dias Toffoli determinou no domingo (30) a suspensão da candidatura de Renan Santos e de seu vice, Aroldo Medina. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (31).
Com a medida, os integrantes da chapa ficam impedidos de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. A decisão também suspende propaganda eleitoral e acesso aos recursos do Fundo Eleitoral.
A determinação ocorreu após Toffoli apontar divergências nas informações prestadas pela chapa sobre os canais utilizados durante a campanha.
Renan Santos e Aroldo Medina comunicaram ao TSE, em 19 de agosto, a existência de 18 contas em redes sociais. No pedido de registro apresentado em 7 de agosto, entretanto, constavam apenas uma conta no X e um site.
Segundo Toffoli, a situação apresenta indícios de descumprimento da legislação eleitoral, que exige a comunicação de todos os perfis usados pela campanha. A falta dessas informações, de acordo com a decisão, impediu que as plataformas aplicassem a norma do TSE que prevê a retirada de páginas políticas dos algoritmos de recomendação no período eleitoral.
Um dos perfis não incluídos inicialmente no registro distribuía propaganda eleitoral para mais de 2,4 milhões de seguidores, conforme a decisão.
"A constatação é suficiente para, no exercício do poder geral de cautela, determinar, de ofício, medidas necessárias para impedir a continuidade dos benefícios obtidos de forma inidônea em razão da omissão dos endereços", afirmou Toffoli.

