Fim da presença militar dos EUA no Iraque? Bagdá confirma retirada total das tropas estrangeiras

Os EUA concluirão a retirada de todas as suas forças militares do Iraque até 30 de setembro, declarou o primeiro-ministro do país, Ali al-Zaidi, apesar de relatos indicarem que Washington planeja apenas uma redução parcial.

O Iraque se comprometeu com o prazo de 30 de setembro para encerrar a presença militar das forças da coalizão internacional liderada pelos EUA, anunciou, no sábado (29), o jornal diário saudita, Asharq Al-Awsat.

As forças americanas estão presentes no Iraque há 23 anos, desde a invasão de 2003, e desde então continuam realizando operações de menor intensidade para combater o Estado Islâmico (ISIS)*.

A mídia informa que os Estados Unidos e seus aliados planejam reduzir sua missão militar e migrar para um quadro de segurança bilateral com o governo iraquiano em vez de uma retirada total, segundo o Asharq Al-Awsat. 

Entretanto, relatos deste sábado citaram um oficial dos EUA não identificado que afirmou que "o movimento não significa o fim da coalizão internacional contra o Estado Islâmico, mas  sim a transição da missão militar da coalizão para uma parceria de segurança bilateral mais tradicional."

No início de agosto, o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, anunciou que 30 de setembro seria o "prazo final e definitivo" para a conclusão da retirada das forças da coalizão internacional do Iraque. O presidente norte-americano, Donald Trump, já havia expressado apoio à redução das tropas dos EUA no Iraque, reafirmando o acordo de retirada firmado em 2024, durante o governo de Joe Biden.

 

*Reconhecido como grupo terrorista na Rússia e proibido em seu território.