
Kremlin esclarece se a visita de Lukashenko a Moscou está relacionada à viagem do chefe da CIA

O estreitamento dos laços entre Rússia e Belarus ocorre de forma autônoma, sem qualquer influência da recente visita do chefe da CIA dos EUA, John Ratcliffe, à Rússia, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, no domingo (30), em entrevista ao jornalista russo Pavel Zarubin.
A declaração de Peskov surge após a visita de trabalho do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, à capital russa em 27 de agosto, dois dias após uma ida não anunciada do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou.

Ao comentar a coincidência de eventos, Peskov enfatizou que a relação entre Moscou e Minsk possui uma "dimensão totalmente independente" e que não depende do nível de interlocução com Washington.
O porta-voz destacou que é comum que serviços de inteligência mantenham canais de comunicação ativos mesmo quando as vias diplomáticas tradicionais estão travadas, classificando tais contatos como algo positivo.
"Criar teorias da conspiração, alimentar especulações e inventar mitos em torno de contatos rotineiros entre agências de inteligência é um passatempo bem conhecido. Mas, quanto aos contatos entre agências de inteligência, eles são de fato regulares e muito significativos", disse ele.
O chefão da CIA em Moscou
A visita de Ratcliffe, ocorrida em 25 de agosto, gerou diversas especulações na imprensa internacional.
Embora não tenha havido um encontro entre o diretor da CIA e Vladimir Putin, o chefe do Serviço de Inteligência Externo (SVR) da Rússia, Sergey Naryshkin, confirmou o contato com o americano, tratando-o como uma prática rotineira.
Entre as hipóteses para a missão de Ratcliffe, citam-se desde discussões sobre segurança na Europa até possíveis acordos de troca de prisioneiros.
No sábado (29), o Axios, citando fontes, informou que o diretor da CIA, durante uma viagem à Rússia, mencionou a ideia de uma cúpula envolvendo o presidente americano Donald Trump, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky.
