
Irã não quer guerra, mas responderá a qualquer agressão, promete presidente iraniano

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou à imprensa, ao partir para a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em Bishkek, Quirguistão, nesta segunda-feira (31) que seu país não quer se envolver em uma guerra, mas não ficará de braços cruzados diante de qualquer agressão.
Pezeshkian acrescentou que a instabilidade no Oriente Médio não beneficiará nenhum país e pediu "união de forças e trabalho conjunto para garantir a segurança, a prosperidade econômica e o desenvolvimento da região".
Nova escalada na região
Na noite de domingo (21), оs Estados Unidos lançaram ataques contra a ilha de Larak, perto do Estreito de Ormuz, os primeiros em território iraniano desde o final de julho.

A Guarda Revolucionária iraniana informou que o ataque, que classificou como um "erro estratégico e fatal", deixou mortos e feridos, sem especificar o número.
Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os alvos seriam dois lançadores de foguetes que supostamente se preparavam para lançar mísseis em direção ao Estreito de Ormuz.
A retaliação veio rapidamente. Poucas horas após o ataque dos EUA, a Guarda anunciou o lançamento de drones e mísseis contra as bases americanas de Al Hussein e Al Azraq, na Jordânia, afetando "infraestrutura técnica e de manutenção".
As Forças Armadas da Jordânia disseram ter interceptado oito mísseis que entraram no espaço aéreo do país.
A mídia iraniana também noticiou ataques contra navios americanos no Estreito de Ormuz, bem como contra o Catar, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada por nenhum dos países envolvidos.
