O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, afirmou no domingo (30) que as condições enfrentadas pelas prisioneiras palestinas nas penitenciárias israelenses foram reduzidas "ao mínimo indispensável".
A declaração ocorreu após uma detenta denunciar a falta de itens básicos durante uma visita do ministro a uma prisão israelense.
A prisioneira classificou as condições da penitenciária como "extremamente severas" e afirmou que as detentas tiveram seus direitos restringidos e sequer dispõem de privacidade e condições básicas de higiene.
Segundo ela, as prisioneiras não recebem itens essenciais, podem passar dias sem tomar banho e não podem sequer trocar a roupa íntima.
A detenta também denunciou a presença de infecções e doenças, além da falta de atendimento médico adequado.
Após ouvir as queixas, Ben Gvir declarou que "os dias de acampamento de verão nas prisões israelenses acabaram" e assumiu pessoalmente a responsabilidade pela deterioração das condições das detentas.
"Estou satisfeito por termos reduzido essas condições ao mínimo indispensável", afirmou.
O ministro acrescentou que aqueles que prejudicarem israelenses "não receberão acomodação em hotel".
"Não quero ajudá-los. Não preciso ajudá-los [...]. Os dias em que o governo israelense queria ajudá-los já passaram", concluiu.