Rússia acusa OTAN de transformar o Ártico em nova 'frente de confronto' com militarização

Chanceler russo, Sergey Lavrov, afirmou que a militarização da região aumenta os riscos de incidentes e ameaça a segurança da Rússia.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusou neste domingo (30) países da OTAN e outras nações ocidentais de buscar transformar o Ártico em uma nova "frente de confronto", em artigo publicado pelo portal arctic.ru. No texto, expõe que a aliança militariza a região e cria novos focos de tensão.

Lavrov citou o lançamento, em fevereiro de 2026, de uma operação destinada a ampliar a presença militar da OTAN nas altas latitudes. O chanceler afirmou que exercícios militares de grande escala e mudanças na estrutura de comando da aliança ocorrem nas proximidades das fronteiras setentrionais russas.

Para Lavrov, a atividade "cria ameaças diretas para a segurança russa" e aumenta "os riscos de incidentes que poderiam provocar um confronto armado com consequências potencialmente catastróficas".

Cooperação no Ártico

O ministro também criticou sanções contra entidades e pessoas envolvidas em projetos na região e afirmou que países ocidentais bloquearam mecanismos de cooperação multilateral no Extremo Norte.

Segundo ele, o Conselho Ártico é atualmente "o único formato intergovernamental que se conserva".

Lavrov declarou ainda que "o diálogo com a Rússia na linguagem das sanções e das ameaças não tem futuro" e afirmou que Moscou responderá às ações que considerar hostis, inclusive com medidas "assimétricas".

"A Rússia prefere o diálogo construtivo em qualquer região do mundo, mas, em caso necessário, nossos interesses nacionais serão protegidos por todos os meios disponíveis", afirmou.