A Justiça do Equador condenou na sexta-feira (28) o ex-presidente Lenín Moreno a cinco anos de prisão por suborno relacionado à construção da hidrelétrica Coca Codo Sinclair pela empresa chinesa Sinohydro, reportou a imprensa nacional.
O tribunal considerou comprovado que Moreno e seu círculo familiar receberam cerca de US$ 1 milhão em propinas enquanto ele exercia o cargo de vice-presidente, entre 2007 e 2013, período em que o projeto foi desenvolvido.
Segundo a Procuradoria-Geral, a Sinohydro teria pago US$ 76 milhões em subornos, equivalentes a aproximadamente 4% do custo total da obra.
O esquema teria envolvido empresas offshore, transferências bancárias e uma rede liderada pelas companhias Comercial Recorsa e Recorsa SA, vinculadas ao empresário Conto Patiño, identificado como amigo do ex-presidente.
Além de Moreno, sua esposa Rocío González e outros familiares receberam penas de quase três anos por cumplicidade. O processo abrange cerca de 20 acusados, incluindo cidadãos chineses e dois ex-gerentes da hidrelétrica.
Moreno rejeitou as acusações e afirmou que pretende recorrer. "Não recebi um único centavo da Sinohydro", declarou o ex-presidente, classificando o caso como politicamente motivado.