
Chefe da Marinha do Reino Unido admite poder dos submarinos russos

O chefe da Marinha Real Britânica, General Gwyn Jenkins, alertou para as capacidades dos submarinos da Rússia em entrevista ao jornal The Times na quinta-feira (27).
Segundo Jenkins, a Rússia possui a Rússia possui "submarinos muito capazes" e um programa de pesquisa avançado: "Vejo um crescimento real nas capacidades no ambiente subaquático que nós, se formos honestos como aliados, estamos tendo dificuldade em conter".

O general observou que o Reino Unido depende fortemente do mar para suas comunicações, comércio e fornecimento de energia. Jenkins alertou ainda que as alianças ocidentais parecem frágeis e reconheceu que existem cenários futuros que podem levar a eventos "catastróficos", sem qualquer garantia de que seja possível evitá-los.
O chefe da Marinha Britânica expressou preocupação com o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas observadas no campo de batalha do conflito ucraniano. Em sua opinião, o Reino Unido "não tem escolha" e deve avançar em direção a sistemas de guerra autônomos. Jenkins acredita que o país poderia ser derrotado caso enfrentasse um adversário que já tivesse adotado plenamente esses tipos de tecnologias.
A suposta "ameaça russa"
- Atualmente, os países-membros da OTAN estão se rearmando e investindo recursos em defesa sob o pretexto da suposta "ameaça russa". No entanto, a Rússia rejeita categoricamente essa narrativa difundida por líderes europeus.
- Em junho, o presidente Vladimir Putin classificou como "provocação deliberada" os rumores sobre um hipotético ataque russo à Aliança Atlântica. "Que sentido faria para nós atacar a Europa e entrar em guerra com a OTAN?", questionou o presidente.
- Já em 2025, o presidente russo havia denunciado a histeria das elites ocidentais: "Eles repetem essa bobagem, esse mantra, várias e várias vezes (...) É impossível acreditar nisso, embora tentem convencer sua própria população".
