O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou nesta quinta-feira (27) a política dos Estados Unidos e afirmou que Washington prioriza ajudar Israel em vez de destinar recursos à própria população.
"Em vez de canalizar bilhões para seu terrorista, Israel, e manter 750 bases, este império em decadência poderia gastar esse dinheiro com seu próprio povo, mas não, isso faria sentido demais para esse regime", escreveu Ghalibaf no X.
Ele também dirigiu uma mensagem ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent: "Scotty, sua credibilidade está em jogo. Faça alguma coisa".
Tensão com Teerã
Na terça-feira (25), o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que os Estados Unidos deveriam mudar sua abordagem em relação a Teerã se quiserem alcançar uma paz duradoura com a República Islâmica.
Antes disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o país "não aceitará que o agressor dite condições para pôr fim à guerra".
- Os Estados Unidos, por meio do secretário do Tesouro, Scott Bessent, lançaram na segunda-feira (24) a Operação "Pária Econômico", descrita como a maior ofensiva financeira contra o Irã e um "Dia D econômico". O objetivo é isolar completamente Teerã. As novas ameaças de sanções setoriais têm como alvo cinco áreas-chave da cooperação internacional do país persa: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. Washington também ameaça excluir do sistema do dólar qualquer país ou entidade que coopere com o Irã.
- Teerã rejeitou as medidas por considerá-las ilegais e alertou para graves consequências no setor petrolífero. Além disso, classificou como inimigos os países vizinhos que aderirem à pressão dos Estados Unidos.