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China questiona restrições à ajuda internacional após terremoto na Colômbia

Embaixador chinês criticou ausência de países nos resgates; vice-presidente colombiano defendeu canais diplomáticos.
China questiona restrições à ajuda internacional após terremoto na ColômbiaGettyimages.ru / Alexis Munera / Anadolu

O embaixador da China na Colômbia, Zhu Jingyang, questionou as restrições à participação internacional nos trabalhos de resgate após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país em 10 de agosto.

Em uma troca de mensagens no X com o vice-presidente colombiano, José Manuel Restrepo, Zhu afirmou, na terça-feira (25), que, "por razões duvidosas", boa parte da comunidade internacional não havia sido convidada a participar das operações nas áreas afetadas pelo terremoto.

A manifestação ocorreu depois de Restrepo agradecer à comunidade internacional pelo apoio prestado à Colômbia "em meio a esta tragédia".

Resposta colombiana

Restrepo respondeu ao embaixador e afirmou que a China "não é membro nem solicitou ser" do Grupo de Cooperação Internacional na Colômbia, conhecido como GRUC.

Segundo o vice-presidente, o grupo reúne cerca de 25 países doadores e mais de dez organismos multilaterais, sendo presidido atualmente pelo Canadá e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.

"Minha gratidão à 'comunidade internacional' é genuína, ampla e sem exclusões — e inclui, naturalmente, a China, cujo apoio solidário nesta tragédia nós, colombianos, valorizamos", escreveu Restrepo.

O vice-presidente também defendeu que questões diplomáticas sejam tratadas pelos canais destinados a esse tipo de discussão. "Você não acredita que as questões diplomáticas contam com canais próprios, desenhados justamente para isso?", questionou.

Restrepo acrescentou que esses canais garantem o "diálogo sério e construtivo que Colômbia e China merecem".

Pedido de reunião

Após a resposta, Zhu agradeceu ao vice-presidente pelo "pronto e muito oportuno esclarecimento", que, segundo ele, eliminou dúvidas desnecessárias.

O embaixador afirmou ainda esperar que Restrepo conceda em breve uma reunião, já solicitada "pelos canais pertinentes".

A discussão ocorre também em meio a dúvidas sobre o futuro da cooperação comercial entre Colômbia e China. No início de agosto, Nathaniel "Nate" Morris, indicado para ser embaixador dos Estados Unidos em Bogotá, afirmou que, no governo de Abelardo de la Espriella, o país sul-americano deixaria a iniciativa chinesa Cinturão e Rota, voltada a projetos de infraestrutura.