Príncipe Harry deixa conselho de ONG após denúncias de abusos contra nativos africanos

Relatórios apontaram que guardas florestais da organização teriam praticado agressões físicas e abusos contra membros da comunidade para impedir o acesso a florestas ancestrais.

O príncipe Harry, duque de Sussex, deixou o conselho da African Parks, uma das maiores organizações de conservação da África, informou o The Guardian nesta segunda-feira (24).

A saída ocorreu após a entidade admitir violações de direitos humanos cometidas por seus funcionários na República do Congo — episódio que gerou forte repercussão internacional.

A decisão segue uma auditoria independente motivada por denúncias da comunidade nativa Baka, segundo as quais guardas florestais teriam agredido e abusado de membros da comunidade para impedir seu acesso a florestas ancestrais.

A African Parks reconheceu os abusos no parque nacional de Odzala-Kokoua e disse ter reforçado os protocolos de segurança.

A saída de Harry ocorreu sob pressão de organizações como a Survival International, que defendia seu afastamento diante do histórico de violência da entidade contra povos nativos.

Em nota, o porta-voz de Harry afirmou que "seu compromisso com a conservação na África continua, e ele permanece um apoiador da missão da African Parks", disse.