A servidora estadual Roselaine Batalha Silva foi removida da função de dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes na terça-feira (25) após recomendar biografias de Adolf Hitler e Benito Mussolini como "estimulantes" para desenvolvimento de lideranças, conforme relatado pela jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.
Durante o encontro virtual de educadores, Roselaine afirmou que "líder não é alguém a quem foi dada uma coroa" e sugeriu a leitura de biografias "mesmo dos maus", citando os ditadores fascistas. Sobre Hitler, declarou que "'Mein Kampf' é tão estimulante [que] se eu tirar o nome, ele convence países, jovens e nós até hoje", na qualidade do retrato de "um líder excepcional".
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) entrou com representação no Ministério Público contra a educadora, argumentando que Hitler não foi apresentado apenas como personagem histórico, mas mobilizado para ilustrar características de liderança.
A deputada estadual Professora Bebel (PT-SP) repudiou o episódio, ressaltando que Silva ocupava cargo de confiança no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) determinou que Roselaine cessasse a função e instaurou um processo de apuração dos fatos, afirmando não compactuar com manifestações contrárias aos princípios da educação pública estadual.