O ex-ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou em entrevista a uma emissora de rádio israelense 103FM, na segunda-feira (24), que os principais objetivos da operação militar em Gaza iniciada em 2023, ou seja, libertar os reféns e derrubar o Hamas, não foram alcançados.
« ISRAEL VS. PALESTINA: ENTENDA O QUE DEU ERRADO »
Segundo Gallant, o país se encontra em uma situação "pior do que o esperado", com a metade da Faixa de Gaza sob controle israelense e a outra metade sob domínio do Hamas, que "continua se fortalecendo".
Gallant avaliou que Israel alcançou o objetivo de libertar os reféns em "condições não desejadas". "Queríamos que o Hamas não estivesse no poder, mas ele está no poder. E agora começam os incidentes com pipas, e depois começará algo mais", alertou o ex-ministro.
O ex-ministro se refere ao último sábado (22), quando várias "pipas incendiárias" teriam sido lançadas do território palestino caindo no kibutz Nahal Oz, com as autoridades israelenses e comandantes militares se deslocando para a região para avaliar a situação.
Israel no território palestino
Também na segunda-feira (24), a relatora especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, declarou no X que a presença de proteção internacional é absolutamente urgente na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental e em Gaza.
Horas antes, a União Europeia expressou sua forte rejeição a um controverso projeto de assentamentos israelenses na Cisjordânia, que autorizou a construção de pelo menos 1.200 casas.
O projeto dividiria a Cisjordânia em duas, isolaria Jerusalém Oriental e comprometeria ainda mais a viabilidade da chamada "Solução de dois Estados". O bloco reiterou que os assentamentos são ilegais, pediu o governo israelense a cancelar o projeto e a garantir que os responsáveis pela violência dos colonos sejam responsabilizados.