Saiba quais cidades da América Latina oferecem os maiores salários

Os dados fazem parte do relatório "Global Price Mapping 2026" do Deutsche Bank.

México, Brasil, Argentina, Chile e Colômbia abrigam as cidades com os maiores salários líquidos mensais da América Latina, de acordo com um relatório publicado na segunda-feira (24) pela Bloomberg Line. O estudo compara a renda após impostos, expressa em dólares americanos.

A Cidade do México lidera o ranking latino-americano com um salário líquido mensal médio de US$ 1.059. Em seguida, vêm São Paulo, com US$ 853; Buenos Aires, com US$ 842; Santiago, Chile, com US$ 798; Bogotá, com US$ 718; e Rio de Janeiro, com US$ 594.

Os dados fazem parte do relatório "Global Price Mapping 2026" do Deutsche Bank.

No ranking global de 69 cidades, a capital mexicana ocupa a 57ª posição, seguida por São Paulo (58ª), Buenos Aires (59ª), Santiago (61ª), Bogotá (63ª) e Rio de Janeiro (65ª).

As diferenças também são significativas dentro da própria região. Em comparação com uma década atrás, Bogotá registrou o maior crescimento salarial acumulado entre as cidades latino-americanas estudadas, com 74%, enquanto a Cidade do México teve um aumento de 52,4% e São Paulo, de 32%.

Salários em declínio

A tendência foi oposta em outras grandes cidades. A renda medida em dólares caiu 5% em Buenos Aires, 5,4% em Santiago, Chile, e 12,6% no Rio de Janeiro durante o mesmo período.

No entanto, especialistas alertam que esses números são influenciados pelas flutuações cambiais.

A economista Clara Inés Pardo, da Universidade de Rosário, na Colômbia, explicou à Bloomberg que as diferenças salariais refletem fatores como produtividade, estrutura econômica, investimento e emprego formal.

Entre 1991 e 2024, observou ela, a produtividade do trabalho na América Latina cresceu apenas 0,9% ao ano, em comparação com 1,2% nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).