De la Espriella copia estratégia de Trump contra imigrantes irregulares

Operações devem começar nesta semana em Barranquilla, com prioridade para quem "está cometendo crimes", anunciou o governo colombiano.

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, determinou no domingo (23) o início de operações para localizar e deportar imigrantes em situação irregular no país. A medida deve começar nesta semana em Barranquilla, no departamento do Atlântico.

De la Espriella afirmou que a prioridade será deportar pessoas que "estão cometendo crimes" e, posteriormente, aquelas que não regularizaram a situação migratória.

"Aqui não vou aceitar migração ilegal. Primeiro os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos", declarou o presidente após uma reunião de segurança com autoridades locais em Barranquilla.

Operações

O presidente disse ter dado uma "ordem clara" à Migração Colômbia para iniciar operações coordenadas com a polícia de Barranquilla para localizar imigrantes em situação irregular.

"No menor prazo possível, terão de ser deportados. É uma ordem presidencial que deve começar a ser cumprida nesta mesma semana", afirmou.

Política migratória

Durante a campanha presidencial, De la Espriella afirmou que quem chegasse ao país "respeitando a lei será protegido e terá todas as garantias", enquanto "quem violar a lei migratória será devolvido ao seu país sem consideração alguma".

As políticas de segurança do governo estão alinhadas às de Washington, com quem Bogotá busca melhorar as relações diplomáticas afetadas durante o governo de Gustavo Petro.

No início de agosto, De la Espriella anunciou que a Colômbia aderiria ao Escudo das Américas, iniciativa impulsionada pelos Estados Unidos com o objetivo declarado de combater o crime organizado transnacional e ameaças à segurança regional.