Rússia avança no desenvolvimento de tecnologia para prolongar a vida humana até 150 anos

Pesquisadores russos trabalham em terapias que podem combater os efeitos do envelhecimento, incluindo moléculas capazes de eliminar células senescentes.

O desenvolvimento de tecnologias capazes de prolongar significativamente a vida humana já está em andamento, afirmou Olga Tkacheva, diretora do Centro Científico e Clínico de Gerontologia da Universidade Pirogov, em entrevista à agência TASS nesta segunda-feira (24).

Além de desenvolver métodos para calcular a idade biológica, o centro já sintetizou moléculas senolíticas — compostos desenvolvidos para eliminar células defeituosas que se acumulam com o envelhecimento e podem danificar os tecidos. Essas substâncias estão prontas para avançar para testes clínicos.

A instituição também trabalha em recomendações médicas para o tratamento da sarcopenia, caracterizada pela perda de massa e força muscular relacionada à idade, e da astenia senil, condição associada a uma fraqueza e fadiga persistentes em idosos.

"Se estamos falando de aumentar significativamente a expectativa máxima de vida, mudanças no estilo de vida, por si só, não serão suficientes. Para ampliar esse limite, serão necessárias tecnologias disruptivas, como a terapia gênica e a medicina regenerativa", afirmou Tkacheva. Segundo ela, a maior expectativa de vida humana já oficialmente registrada é de 122 anos.