Mohsen Rezai, o novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, o principal órgão de segurança do país, alertou no sábado (22) que a resposta de Teerã à nova guerra econômica dos Estados Unidos seria como um "terremoto" e não se limitaria a sanções simbólicas.
Em entrevista à televisão estatal, Rezai declarou que Washington passou de fracassos militares a tentativas de cercar o Irã economicamente, e afirmou que o país "tem uma vantagem" nessa arena após 15 anos de experiência sob sanções.
"Se [Trump] quiser lançar uma guerra econômica, nossa resposta será uma retaliação de magnitude sísmica", afirmou, acusando a Casa Branca de ter disparado sua própria dívida e aumentado o custo do financiamento para aliados como o Japão, além de aumentar os riscos logísticos do comércio global com a paralisação de petroleiros e o aumento das taxas de frete.
"Não deixaremos uma única gota de petróleo sair do nosso país"
O antigo comandante da Guarda Revolucionária Islâmica alertou outros países de que qualquer Estado que aderir ao bloqueio econômico dos EUA será tratado como inimigo.
"Primeiro conversaremos, pediremos que se distanciem dos EUA; mas, se não o fizerem, atacaremos seus interesses", declarou antes de lançar uma ameaça direta em relação ao mercado de energia: "Se começarem, não deixaremos sair uma única gota de petróleo, não apenas pelo Estreito de Ormuz, mas de todo o Golfo Pérsico".
Segundo ele, o Irã efetivamente fechou o Estreito de Ormuz e só consideraria reabri-lo se Washington cumprisse os compromissos assumidos durante as negociações de Islamabad. Rezai afirmou que Teerã está preparada para responder também economicamente, visando os ativos de empresas americanas na região caso a campanha de sanções se intensifique.
Retomada das Hostilidades
Em 8 de julho, Trump declarou encerrado o cessar-fogo alcançado na noite de 17 para 18 de junho. Depois disso, as forças dos EUA lançaram vários ataques contra o Irã. Washington acusou Teerã de atacar navios comerciais em Ormuz, enquanto o Irã denunciou violações dos EUA ao memorando de entendimento e respondeu com diversos ataques contra bases militares dos EUA no Oriente Médio.