China propõe substituir soldados por robôs com IA para proteger ilhas disputadas

A Guarda Costeira chinesa e pesquisadores de Dalian estudam um sistema de defesa formado por drones, lanchas robóticas e armas automatizadas controladas por inteligência artificial.

A Guarda Costeira da China, em parceria com a Universidade Marítima de Dalian, propôs substituir parte dos militares posicionados em ilhas disputadas por enxames autônomos de robôs controlados por inteligência artificial (IA), segundo relatou na quarta-feira (19) o South China Morning Post.

O sistema seria organizado em várias camadas de defesa. Na área externa, drones de grande porte e lanchas robóticas rápidas fariam a proteção do perímetro. Em uma segunda linha, sistemas de guerra eletrônica poderiam interferir e neutralizar equipamentos do adversário. Caso um inimigo conseguisse avançar, a defesa seria reforçada por enxames de drones e torres automatizadas instaladas no litoral.

As informações coletadas pelas diferentes plataformas seriam integradas para identificar ameaças, enquanto chips de IA instalados nos equipamentos analisariam as condições do ambiente e ajudariam a coordenar as operações. Segundo os pesquisadores, isso permitiria manter o funcionamento do sistema mesmo em situações de comunicação limitada.

De acordo com os desenvolvedores, a proposta poderia aumentar a capacidade de detecção, coordenação e resposta rápida, além de tornar a defesa mais resistente em condições marítimas complexas.

A iniciativa vem em meio à crescente preocupação de Pequim com o uso de enxames de drones de baixo custo que vêm ganhando espaço nos conflitos modernos e podem representar um desafio cada vez maior para os sistemas de defesa tradicionais.