Trump defende redução dos exercícios militares com a Coreia do Sul e critica novamente seu aliado

Os exercícios, que começaram nesta segunda-feira e estavam programados para durar 10 dias, terminarão na sexta-feira a pedido de Washington.

Donald Trump defendeu novamente sua decisão de reduzir a duração dos exercícios militares de grande escala com a Coreia do Sul e reiterou sua relação amistosa com Kim Jong-un, líder da República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

"Eu não gostei de estarmos realizando esses exercícios militares massivos contra a Coreia do Norte [...] quando tenho uma relação amistosa com ele [Kim]", disse ele a repórteres na Casa Branca na quarta-feira (19). "Não vejo nada acontecendo nos próximos dois anos e meio. Não vai acontecer comigo", continuou, referindo-se a um possível conflito com Pyongyang.

Trump também voltou a criticar seus aliados do sul por se recusarem a apoiar seu governo na garantia da segurança do Estreito de Ormuz. "Eu não gostei nada quando a Coreia do Sul disse não, que não estava interessada em nos ajudar [...] quando eles obtêm 60% do seu petróleo pelo Estreito de Ormuz", afirmou o líder republicano.

"Então, achei que realizar um exercício militar massivo seria um grande insulto a alguém que, francamente, durante o meu mandato, pelo menos, se comportou muito bem", concluiu Trump.

Trump reduz exercícios militares com Seul

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul anunciou anteriormente que os exercícios militares anuais Ulchi Freedom Shield (UFS) entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos serão encerrados antes do previsto, a pedido de Washington.

De acordo com o Estado-Maior Conjunto, os exercícios, que começaram nesta segunda-feira (17) e estavam programados para durar 10 dias, terminarão na sexta-feira (21). O componente de treinamento em terra também será reduzido em certa medida, embora ambas as forças armadas ainda estejam finalizando os detalhes específicos.

A decisão vem em resposta a um pedido do governo dos EUA após declarações de Trump, que no domingo (16) pediu ao Secretário de Guerra Pete Hegseth que reduzisse os exercícios conjuntos com a Coreia do Sul. A posição de Trump baseou-se no custo desses exercícios, em seu bom relacionamento com o líder da Coreia do Norte e na falta de apoio de Seul diante do Irã.