
Governo Trump critica duramente TPI e anuncia sanções contra a entidade: 'Este tribunal é uma farsa'

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou em postagem no X na terça-feira (18) que lançou uma campanha diplomática para desmantelar a ameaça à soberania nacional que o Tribunal Penal Internacional (TPI) representa.
"Em honra à nossa Declaração de Independência, americanos jamais serão levados para o exterior para serem julgados por crimes fictícios", afirmou o Secretário de Estado.
Rubio reafirmou as sanções impostas contra a presidente do TPI, a japonesa Tomoko Akane, e o advogado sênior da entidade, o senegalês Abdoulaye Seye.

Os Estados Unidos e Israel não são membros do TPI e estão entre os principais alvos das críticas do governo Trump ao tribunal. Durante o primeiro mandato de Trump, Washington já havia imposto sanções a autoridades do TPI por uma investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos por forças norte-americanas no Afeganistão.
Mandado contra Netanyahu
A tensão aumentou após o TPI emitir, em novembro de 2024, mandados de prisão contra autoridades, entre elas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Na ocasião, o tribunal afirmou haver "fundamentos razoáveis" para acreditar que Netanyahu tinha responsabilidade criminal por crimes de guerra cometidos durante as operações militares israelenses na Faixa de Gaza, incluindo o "uso da fome como método de guerra", além de crimes contra a humanidade.
