
FIFA confirma saída de dirigente que acusou Infantino de agir por 'interesses pessoais'

A FIFA confirmou nesta segunda-feira (17) a saída de Kevin Lamour do cargo de diretor de operações, semanas após ele criticar publicamente o presidente da entidade, Gianni Infantino. As queixas ocorreram por causa de um plano de venda de participação no negócio de torneios, incluindo a Copa do Mundo. A informação foi publicada pela agência Reuters.

"A relação de trabalho entre a FIFA e Kevin Lamour, como diretor de operações, terminou em 17 de agosto de 2026", informou um porta-voz. A entidade agradeceu pelos dois anos de trabalho e disse que não faria novos comentários.
Em julho de 2026, Lamour afirmou que funcionários da FIFA haviam sido "enganados" sobre o projeto e classificou a proposta como iniciativa de "uma pessoa".
"Nossa missão (...) é servir ao futebol. Não servir aos interesses pessoais de uma pessoa que, infelizmente, acredita que encarna a FIFA quando deveria estar a serviço dela", afirmou Lamour na ocasião.
Reação interna
As críticas de Lamour ocorreram no dia 31 de julho, horas depois de Carlos Cordeiro, então conselheiro sênior de Infantino, renunciar em protesto contra a proposta. Cordeiro classificou o projeto como "um mau negócio para o futebol".
O plano previa a criação de uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 104 bilhões) para administrar torneios da FIFA, incluindo a Copa do Mundo, e a venda de uma participação de até 20% a investidores externos.
A proposta enfrentou oposição e foi posteriormente abandonada pela FIFA, após a reação contrária ao projeto.

