O Irã apreendeu um navio petroleiro dos Emirados Árabes Unidos no estreito de Ormuz, próximo à ilha de Qeshm, informou nesta segunda-feira (17) a agência Fars, citando dados de navegação marítima.
Segundo determinações de Teerã, o uso da rota iraniana é uma das condições para a passagem segura pela estratégica via marítima. O pagamento de taxas e a obtenção de autorização da República Islâmica são outras exigências que as embarcações devem cumprir, acrescentou o veículo.
Ormuz: ponto central de atrito
O Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, tornou-se um dos principais focos de tensão desde que os Estados Unidos, em conjunto com Israel, lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
Em resposta,Teerã fechou a via marítima e iniciou diálogos com Omã para estabelecer um mecanismo conjunto de trânsito marítimo.
Em 8 de julho, Trump declarou encerrado o cessar-fogo alcançado na noite entre 17 e 18 de junho, após o que as forças norte-americanas lançaram vários ataques contra o Irã. Washington acusou Teerã de atacar embarcações comerciais em Ormuz, enquanto o Irã denunciou violações dos Estados Unidos ao memorando de entendimento e respondeu com diversos ataques contra bases militares americanas no Oriente Médio.
Em 5 de agosto, Teerã informou que Irã e Omã acordaram as coordenadas geográficas de uma nova rota através do estreito de Ormuz.
Em 8 de agosto, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que a nova ordem imposta pelo Irã no estreito de Ormuz é "irreversível" e advertiu que os Estados Unidos não têm alternativa senão aceitá-la ou "arcar com custos muito maiores" do que no passado.
Em 9 de agosto, a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que prevê novas normas para o trânsito pelo estreito, assegurando que nenhuma embarcação poderá atravessá-lo sem autorização do Irã.