O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e o ex-deputado condenado Eduardo Bolsonaro criticaram nesta segunda-feira (17) Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação ocorreu após a divulgação de mensagens interceptadas pela Polícia Federal.
Flávio afirmou em uma rede social que "a casa caiu para a família Lula" e disse que Lulinha conversava sobre um "futuro na Suíça" enquanto aposentados buscavam recuperar valores desviados no esquema de fraudes contra o INSS.
Eduardo, por sua vez, repostou a publicação e escreveu: "Os filhos de Bolsonaro se expõem mesmo perseguidos. Todos sabem onde estamos. Já os filhos de Lula…".
As mensagens de Lulinha
As mensagens mostram diálogos entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger sobre negócios e articulações no governo. Em conversa de 22 de março de 2024, Roberta afirma que o futuro dos dois "é a Suíça". Lulinha menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, o Berger, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Berger é investigado pela PF por supostamente facilitar o acesso ao Ministério da Saúde para o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que buscava contrato para fornecer cannabis medicinal ao SUS.
Segundo a PF, Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Antunes. Em um dos repasses, o empresário teria dito que o dinheiro era destinado ao "filho do rapaz", referência que os investigadores associam a Lulinha.
As conversas também citam "Fernando" e "Fefe", identificados como Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha e um dos proprietários do sítio de Atibaia (SP). Segundo a investigação, Bittar buscava usar o nome do filho de Lula para fechar negócios na Telebras.