Marinha inicia montagem da fragata Mariz e Barros e amplia capacidade naval do Brasil

Batimento de quilha do quarto navio da Classe Tamandaré abre fase de montagem em Itajaí, com lançamento ao mar previsto para 2027.

A construção da quarta fragata da Classe Tamandaré entrou em uma nova fase no Brasil. A Marinha realizou, em 13 de agosto, o batimento de quilha da Fragata Mariz e Barros (F203), em Itajaí, Santa Catarina. Segundo a Agência Marinha de Notícias, o procedimento marca o início da montagem estrutural do navio, que tem lançamento ao mar previsto para 2027.

Na prática, a quilha funciona como a base sobre a qual a estrutura da embarcação começa a ser formada. Nos atuais métodos de construção, esse papel é desempenhado pelo primeiro bloco do navio, ao qual os demais serão integrados. Durante a cerimônia, uma moeda comemorativa foi colocada na estrutura, seguindo uma tradição naval associada ao início da construção.

A Mariz e Barros será a última embarcação do primeiro lote de quatro fragatas produzidas no Brasil para a Marinha. A previsão é que todas sejam entregues até 2029. O programa envolve a Marinha do Brasil, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), a Águas Azuis, a TKMS, a Embraer e a Atech.

Construção naval e soberania

A construção das fragatas no Brasil também é apresentada pela Marinha como parte da manutenção da capacidade nacional de produzir meios destinados à defesa do país.

O programa reúne produção industrial, tecnologia e formação de mão de obra, ao mesmo tempo em que amplia os meios disponíveis para a atuação da Força Naval na proteção das águas sob jurisdição brasileira.

Mais de mil trabalhadores participam diretamente da produção das fragatas no TKMS Estaleiro Brasil Sul.

As três primeiras fragatas do programa já foram lançadas ao mar. A Tamandaré (F200) foi entregue à Marinha e já está em operação. A Jerônimo de Albuquerque (F201) iniciou os Testes de Aceitação no Mar, etapa destinada a verificar o funcionamento do navio antes de sua incorporação. Já a Cunha Moreira (F202), lançada em junho de 2026, tem entrega ao setor operativo prevista para 2028.

Durante a cerimônia, o diretor-geral do Material da Marinha, almirante de esquadra Edgar Luiz Siqueira Barbosa, relacionou o avanço da construção à consolidação do programa.

"O batimento de quilha ocupa um lugar especial na tradição naval. Ele marca o instante em que uma decisão estratégica deixa de existir apenas nos planos e começa a ganhar forma em aço, tecnologia e trabalho", pontuou. 

"Mais do que uma etapa construtiva, este momento representa a consolidação de um Programa estratégico para a Marinha do Brasil e para o País", disse.