Um turista australiano afirma ter avistado o lendário Monstro do Lago Ness, elevando o número de registros deste ano a um patamar sem precedentes, noticiou o Metro na última terça-feria (11).
O encontro ocorreu no dia 21 de julho, durante uma visita ao Castelo de Urquhart, na Escócia. Segundo o relato de Oscar Gray, algo estranho emergiu das águas, e ele conseguiu capturar o momento em uma fotografia.
De acordo com o registro oficial de avistamentos, Gray estava na margem do lago quando observou o topo de uma cabeça escura, de cor verde e formato achatado, surgindo na superfície. Logo em seguida, duas protuberâncias da mesma coloração apareceram atrás da cabeça, o que sugerem ser o corpo da criatura. O turista relatou ainda ter visto ondulações e ondas brancas a cerca de 500 metros de distância, o que interpretou como o movimento de uma cauda antes de o animal submergir novamente.
Até o momento, já foram contabilizados nove avistamentos presenciais da criatura em 2026 — número que supera o total registrado em todo o ano de 2025. Se incluídas as imagens de webcams, o total sobe para 11 ocorrências. Este é o terceiro episódio relevante nos últimos meses após registros de uma massa verde misteriosa em junho e outros dois avistamentos em março.
Entre lendas ancestrais e a ciência
A lenda sobre uma criatura misteriosa habitando as águas do Lago Ness, na Escócia, atravessa séculos, consolidando-se como um dos maiores enigmas do folclore mundial. Embora muitos defendam sua existência, a comunidade científica encara o fenômeno como um mito, apontando que grande parte das evidências apresentadas ao longo da história foi desmentida ou desacreditada.
Os registros do suposto animal remontam à antiguidade, com gravuras de povos pictos e relatos escritos do século VII. Um dos primeiros registros literários descreve um encontro em 565 d.C., envolvendo São Columba, que teria repelido uma criatura que atacava banhistas. No entanto, foi apenas em 1933 que a lenda ganhou contornos modernos, impulsionada pela abertura de estradas que permitiram uma visão desimpedida do lago e o relato de um casal que avistou um animal de proporções pré-históricas.
A busca por provas físicas gerou episódios de grande repercussão, mas também de fraudes famosas. Em 1934, a icônica "fotografia do cirurgião" sugeria o pescoço de um réptil, mas foi revelado décadas depois que se tratava de um modelo de plástico preso a um submarino de brinquedo. Pesquisas mais recentes, como o mapeamento de DNA realizado em 2018, não encontraram vestígios de répteis extintos, como o plesiossauro, mas detectaram uma alta concentração de enguias, mantendo viva a hipótese de que o "monstro" possa ser um espécime desses peixes.