Uma estrutura tectônica que se encontra sob o Oceano Pacífico oriental e impacta a costa oeste da América do Sul, desencadeando intensa atividade sísmica, seria a responsável pelos recentes abalos sísmicos sentidos no Peru, Chile, Equador e Colômbia.
A Placa de Nazca colide com a Placa Sul-Americana e afunda sob ela por meio de um processo chamado subducção, que é identificado pelo Instituto Geofísico do Peru (IGP) como a principal causa dos terremotos na região. "A atividade sísmica no Peru tem origem no processo de convergência entre as placas de Nazca e Sul-Americana", explica a instituição.
Essa placa se move a uma velocidade de aproximadamente sete ou oito centímetros por ano ao largo da costa peruana. O perigo surge quando certas seções da falha ficam bloqueadas enquanto o movimento continua, acumulando tensão que é posteriormente liberada por meio de terremotos de grande magnitude. Essa dinâmica vem se desenvolvendo há milhões de anos e foi fundamental para a formação da Cordilheira dos Andes.
A Placa de Nazca originou-se da fragmentação da antiga Placa de Farallon no início do Mioceno, após a separação da Placa de Cocos. A região faz parte do Círculo de Fogo do Pacífico, uma zona geológica com alta concentração de fossas oceânicas e vulcões aonde ocorrem muitos terremotos de grande magnitude.
O IGP (Instituto Geofísico do Peru) ressalta que, embora a ciência identifique áreas com alto potencial para futuros cataclismos, a tecnologia atual não permite determinar a data exata de um novo evento.