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Lula menciona mágoa com Dias Toffoli durante ato de campanha

O presidente afirma ainda ressentir que o ministro não o deixou acompanhar o enterro e velório do irmão em 2019.
Lula menciona mágoa com Dias Toffoli durante ato de campanhaPaulo Pinto/Agencia Brasil

Em ato oficial de campanha em São Bernardo do Campo (SP) no domingo (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou uma antiga mágoa que tem com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, segundo informou o Globo nesta segunda-feira (17).

O presidente lembrou que, durante o período em que esteve preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba cumprindo pena por um processo da operação Lava-Jato, lhe foi recusado o pedido de acompanhar o velório e enterro do seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá. Lula não mencionou o nome do magistrado, mas, na época, em 2019, a decisão de acatar ou não a solicitação foi incumbida a Dias Toffoli que, alegando não haver tempo hábil para organizar a segurança do então ex-presidente, negou o pedido.

Lula mencionou ainda que, quando foi detido durante a ditadura militar, as autoridades na época autorizaram que ele saísse da carceragem para ir ao enterro da sua mãe, a Dona Lindu.

"Você veja a diferença. No tempo da ditadura militar, um delegado de polícia permitiu que eu saísse da cadeia para vir no enterro da minha mãe. Agora, no regime democrático, um juiz, um ministro que eu indiquei não permitiu que eu saísse da cadeia para vir no enterro do meu irmão Vavá. Numa demonstração de que os homens não são medidos por épocas, os homens são medidos pelo caráter, pela dignidade, pela criação que ele teve de berço". expôs o presidente.

Esta não é a primeira vez que Lula expressa seu descontentamento com o magistrado, o que causou um afastamento entre os dois. Em 2022, segundo relatos da época, Toffoli teria procurado o petista para pedir desculpas pela decisão tomada.