Israel se defende "da maneira mais moral" e busca reduzir as baixas civis, declarou neste sábado (15) o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, em meio aos mortíferos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza e o Líbano.
"Um país deve ter o direito de se defender. E nós nos defendemos da maneira mais moral. Posso assegurar que não há nenhum exército no mundo, incluindo os exércitos ocidentais, que analise qualquer alvo militar para minimizar os danos colaterais", afirmou Saar em entrevista à revista colombiana Semana.
As declarações ocorrem em meio às críticas internacionais aos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza e ao impacto dos ataques sobre a população civil. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), a maioria dos habitantes de Gaza continua deslocada, vivendo em condições extremamente difíceis e exposta a ataques militares. Além disso, 90% da população enfrentava, no início de julho, níveis moderados ou altos de insegurança hídrica.
A situação no Líbano também se agravou nos últimos dias, apesar da trégua entre Israel e o Hezbollah. Neste sábado (15), ataques israelenses contra o sul do país deixaram pelo menos 11 mortos, segundo o Ministério da Saúde libanês, em um dos episódios mais mortíferos desde o início da pausa nas hostilidades. O Líbano informou que entre os mortos estão pelo menos três crianças e duas mulheres.