A OTAN planeja reforçar seu flanco oriental com uma ampla rede de drones, sensores e inteligência artificial (IA) para rastrear supostas ameaças ao longo das fronteiras com Rússia e Belarus. A informação foipublicada pelo portal Politico na quinta-feira (13).
Funcionários ocidentais afirmam que a aliança estuda operações com drones assistidos por IA como parte de seus esforços para reforçar as defesas. O objetivo, porém, não é dar autonomia total às máquinas.
A inteligência artificial poderia auxiliar na pilotagem dos drones, enquanto operadores humanos continuariam responsáveis por decidir quais alvos atacar.
Flanco oriental
Os equipamentos fariam parte da Eastern Flank Deterrence Initiative (Iniciativa de Dissuasão do Flanco Oriental), uma rede digital de campo de batalha que a OTAN está desenvolvendo.
A rede seria usada para rastrear supostas ameaças ao longo das fronteiras da aliança com Rússia e Belarus, em uma área que vai do norte da Finlândia ao Mar Negro.
O conceito prevê milhares de drones, sensores e satélites conectados por inteligência artificial. Forças militares convencionais, como tanques, aviões de combate e artilharia, continuariam sendo a espinha dorsal da estrutura.
- Nos últimos meses, o Ocidente intensificou sua narrativa sobre uma suposta ameaça russa. No entanto, Moscou afirmou em diversas ocasiões que não planeja atacar a Europa.
- O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou que as elites governantes europeias estão tomadas pela histeria de que "a guerra com os russos está logo ali". "É impossível acreditar nisso, embora tentem convencer sua própria população", acrescentou. Além disso, o presidente destacou que a atual crise ucraniana é consequência direta de o Ocidente ter ignorado durante anos os legítimos interesses de segurança de Moscou, implementando uma política voltada a criar ameaças ao país por meio do avanço do bloco da OTAN em direção às fronteiras russas.
- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, denunciou neste ano que as declarações dos líderes ocidentais demonstram que eles estão se preparando "seriamente" para uma guerra. Segundo ele, o objetivo de impor uma derrota estratégica à Rússia continua presente nas mentes e nos planos de lideranças europeias.