
Japão considera endurecer sanções contra Rússia sob pretexto da disputa territorial

A chegada do presidente russo Vladimir Putin às Ilhas Curilas, que fazem parte da Rússia e são parcialmente reivindicadas pelo Japão, levou as autoridades japonesas a considerarem possíveis medidas retaliatórias, incluindo um endurecimento das sanções impostas a Moscou. As informações foram publicadas pela imprensa japonesa nesta sexta-feira (14).

Um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Japão anunciou que Tóquio responderá à visita. "Tomaremos medidas em resposta ao ocorrido", afirmou.
Putin chegou às Ilhas Curilas em 13 de agosto. Na ilha de Iturup, ele visitou a fábrica de processamento de peixe de Yasny e um hospital, entre outras instalações. Na fábrica, o presidente observou as operações, experimentou caviar local, conversou com os trabalhadores e posou para fotos com a equipe.
Posição da Rússia
O protesto de Tóquio e a renovação de antigas reivindicações ocorrem um dia depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter supervisionado a fase final de manobras em larga escala da Frota russa do Pacífico em sua visita à cidade de Yuzhno-Sakhalinsk e ter comentado as exigências do Japão em relação às Ilhas Curilas. Além disso, no Livro Branco de Defesa aprovado neste mês, o Japão caracterizou a Rússia como uma ameaça crescente.
Putin afirmou que a soberania russa sobre as ilhas, localizadas entre a península de Kamchatka, na Rússia, e a ilha japonesa de Hokkaido, está respaldada internacionalmente e representa a realidade decorrente do resultado da Segunda Guerra Mundial.

Apesar disso, o presidente russo ressaltou que Moscou já demonstrou disposição para "buscar uma solução" para a questão. Ele também reiterou que a Rússia "não tem absolutamente nenhuma reivindicação" contra o Japão e que não representa uma ameaça ao país.
Segundo Putin, Tóquio, apesar disso, passou a incluir a Rússia "entre as principais fontes de ameaça". mandatário também criticou as sanções que o Japão impôs a Moscou, classificando-as como "não provocadas".
