
Eurodeputada polonesa denuncia acordo secreto com Ucrânia que pode prejudicar agricultores

O regime de Kiev está tentando assinar um acordo secreto com a Polônia para o trânsito de grãos ucranianos, informou a eurodeputada polonesa Anna Brylka em sua conta no X na quarta-feira (12).

A legisladora afirmou que as autoridades polacas estão a tentar ocultar o tratado: "O embaixador [de Kiev na Polônia, Vasily] Bodnar acredita que 'a questão do trânsito de cereais ucranianos pela Polónia não deve ser tornada pública'."
Brylka enfatizou que o trânsito de grãos ucranianos já prejudica os agricultores. Ela afirmou que, entre março de 2022 e março de 2023, 3,4 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas ucranianas que supostamente seriam apenas transportados permaneceram na Polônia.
Segundo ela, isso "arruinou o mercado agrícola polonês", derrubando preços e competindo em condições desleais com os agricultores locais. Apenas 0,7 milhão de toneladas, das quatro milhões de toneladas em trânsito de fato apenas passaram pela Polônia.
"Os agricultores e os consumidores não podem ser os últimos a saber", exigiu.
O Ministro da Agricultura, Stefan Krajewski, afirmou desconhecer os detalhes das negociações sobre o trânsito de grãos ucranianos pela Polônia, informou Brylka. "Não deveria ser o Ministério da Agricultura a responsabilidade de coletar informações e divulgar o que está acontecendo?", acrescentou.
- Em abril de 2023, Bulgária, Hungria, Polônia, Romênia e Eslováquia proibiram unilateralmente as importações de grãos ucranianos e outros produtos agrícolas, alegando que eles desestabilizavam seus mercados internos, ameaçavam o bem-estar dos agricultores locais e provocavam descontentamento público, o que levou a protestos.
- No entanto, esses cinco países posteriormente suspenderam essas medidas em troca da imposição, pela Comissão Europeia, de um embargo a quatro produtos alimentícios da Ucrânia: trigo, milho, colza e sementes de girassol. Por fim, Bruxelas decidiu não prorrogar o embargo ao fornecimento de grãos ucranianos.
- Em resposta, a Polônia, a Hungria e a Eslováquia proibiram a importação de grãos ucranianos para seus países.
